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A corrupção é sistêmica e a punição, essencial
   
     
 


14/11/2017

A corrupção é sistêmica e a punição, essencial
Em evento promovido pela Unimed Porto Alegre, o procurador da República, Douglas Fischer, afirmou que a Lava Jato não vai solucionar todos os problemas do Brasil, mas que está no caminho certo

A palestra Corrupção: Prevenção e Punição – Contribuições da Lava Jato para a Transformação do Brasil, promovida pela Unimed Porto Alegre na noite de 8 de novembro, na AMRIGS (Associação Médica do RS), começou com a pergunta do Conselheiro de Administração e Coordenador do Núcleo de Desenvolvimento Humano da Cooperativa, Ilson Enk, para o procurador regional da República da 4ª Região e ex-coordenador do grupo de trabalho do Gabinete do Procurador-Geral da República da Lava Jato, Douglas Fischer: “No filme ´Polícia Federal – A Lei é para Todos”, que retrata a operação Lava Jato, um dos personagens afirma que a corrupção no Brasil começou com a chegada das caravelas. É verdade?”

Para o palestrante, a corrupção não é problema apenas do Brasil, mas mundial e informou que o país ocupa a 79ª posição na classificação dos países pela transparência internacional. “Podemos afirmar que chegou mesmo com as caravelas. Os senhores como médicos sabem o quanto a corrupção desvia o dinheiro destinado aos hospitais públicos. Costumo citar o ex-secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan, que disse que a corrupção afeta os pobres desviando verbas para o desenvolvimento e comprometendo a habilidade governamental de prover serviços essenciais alimentando a desigualdade e justiça e desencorajando investimentos externos”, afirmou Fischer.

O procurador citou a “Lei de Gerson”, que reflete a cultura do levar vantagem sempre e em tudo e como isso pode acabar em grandes atos de corrupção. É necessário, portanto, questionarmos nossas atitudes cotidianamente. “Estamos agindo corretamente? A primeira grande mudança tem que passar por nós mesmos, pela Educação. Estamos muito doentes como sociedade. Independente do que esteja ocorrendo a sua volta, seja bom e correto mesmo quando ninguém estiver olhando. A virtude não precisa de plateia”.

Sobre a Lava Jato, Fischer disse que a operação não vai solucionar os problemas de corrupção no Brasil, mas que “estamos no caminho. A Lava Jato já obteve a restituição criminal de US$ 4,4 bilhões (aproximadamente R$ 15 bilhões). Um aluno de escola pública custa, hoje, R$ 2,5 mil. Com este dinheiro desviado seria possível pagar escola para aproximadamente 659 mil alunos durante todo ensino médio! E a corrupção não atinge apenas o Estado, o que é grave por si só, mas atinge também os interesses privados, daqueles que querem competir saudavelmente segundo as regras de mercado”.

Fischer também falou sobre compliance e parabenizou a Unimed Porto Alegre pelo tratamento dado ao tema. ‘”É tão importante que estamos colocando regras de compliance em acordos de colaboração premiada, pois podem auxiliar e muito na prevenção de condutas que possam gerar, por exemplo, concorrência desleal. Se não for assim, o primeiro agente que violar as regras do jogo pressiona os demais a cometerem novos fatos gerando uma verdadeira reação em cadeia, o efeito espiral, piorando o sistema de concorrência”.

O procurador citou algumas contribuições que a Lava Jato trouxe para o Brasil como a demonstração de que a corrupção é um problema sistêmico e não partidário e que é possível punir aqueles que até bem pouco tempo consideravam-se como intocáveis pelas leis penais. A punição é essencial, primordial. Não podemos abrir mão disso. Estamos vivendo tempos em que todos têm os mesmos direitos e deveres. A sociedade precisa participar e exigir de todos os ocupantes de cargos públicos probidade e honestidade. Porém a virada se dará por intermédio da mudança cultural e de comportamento. Lembrem-se: quanto mais transparência, menos chances da corrupção ocorrer”, finalizou Douglas Fischer.

Para finalizar o evento, a gerente jurídica e de compliance da Unimed Porto Alegre, Sabrina Pezzi, abordou a iniciativa da Cooperativa de estruturação de um programa de integridade robusto, com o objetivo de trazer segurança e transparência para as regras institucionais, seguindo a diretriz do planejamento estratégico da Unimed. 

Sobre a Unimed Porto Alegre

Fundada em 1971, a Unimed Porto Alegre é uma cooperativa de médicos líder no mercado de assistência à saúde na Capital, Região Metropolitana, Centro-Sul e Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Conta com mais de 713 mil beneficiários e 339 pontos de atendimento entre serviços credenciados e próprios, o que constitui a maior estrutura em prestação de serviços à saúde dentro de sua área de atuação. A Cooperativa dispõe de aproximadamente 6.500 médicos e tem estrutura própria para atendimento ao cliente, que inclui hospital em Guaíba, laboratório, Centros de Diagnóstico por Imagem, Centro de Oncologia e Infusão, prontos-atendimentos, Clínicas de Vacinas, Unidade de Atendimento Pediátrico e SOS Emergências Médicas.

Fonte: Enfato
Autor: Bruna Fernandes
Revisão e edição: de responsabilidade da fonte

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